Publicado por: anatoshimi | Setembro 15, 2008

Mamma mia!

Tô devendo um zilhão de posts aqui. Tem muita coisa de San Francisco, mas vou fazer com calma. Tá tudo corrido agora, faculdade manhã e noite e trabalho a tarde.

Só um comentário do filme que eu assisti ontem: Mamma mia. Não vou fazer como de costume “a história é assim e tralálá” porque demora muito, mas o filme é baseado no musical e a trilha é composta por músicas do ABBA.

O filme é toscamente engraçado. Nâo sei se o musical é assim, mas ficou meio comédia pastelão. É muito mais físico do que retórico. Meryl Streep está em ótima forma física e fabulosa. Pierce Brosnan meio esquisito. A trilha é muito boa e tem várias coreografias. Deve ter sido muito divertido fazer, eu queria! hihi … e o cenário?! Grécia … sem cometários. Acho que não é pra todos até porque o roteiro é bem simples, não tem muita história. Tem que ir no espírito. Vale pra dar risada! O filme não se leva a sério, por isso que é bom, se não , seria só tosco mesmo …

Pronto, acabou! (e pra mim começou … mais um ano … o que me espera?!?!)

Publicado por: anatoshimi | Setembro 1, 2008

Hideki

Continuando com os japoneses, tenho que falar do Hideki (Rua dos Pinheiros, 70 – Pinheiros). Abriu há uns seis anos, perto de casa, onde antes era uma padaria bem decadente. O ponto deu certo muito rápido e as principais comemorações familiares são lá. Acho que é nosso restaurante japonês favorito! E é o nome do meu pai também.
Momiji

Momiji

O dono Hideki Fuchikami era sushi-man do Yashiro, restaurantes japonês super tradicional. Ele abriu a própria casa e está sempre por lá, super simpático. A decoração é bem típica de restaurante tradicional, bem como o cardápio. Se você procura tradicional, lá é o lugar. Nada de cream-cheese!

Balcão - Hideki está do lado esquerdo

Balcão - Hideki está do lado esquerdo

No almoço ele serve buffet (acho que R$45 durante a semana e R$50 nos fins de semana). É um dos melhores que eu já fui. Nada de rodízio que você tem que ficar pedindo. É só pegar nas mesas. É tudo muito farto e variado. No dia em que fomos eram 10 variedade de sashimi, incluindo basachi (carne de cavalo) que provei mas não gostei não. No mesmo balcão tem ostras frescas enormes.

Sashimis

Sashimis

Sashimis

Sashimis

Basashi (carne de cavalo)

Basashi (carne de cavalo)

No balcão de sushis estão presentes os mais tradicionais. São 10 variedades de nigirizushi (aquele com o peixe por cima), alguns hosomakis, california uramaki, salmão e temakis (caso não esteja disponível você pode pedir). Tem uns mais diferentes como uni (ouriço do mar) que não sou super fã também.  Ainda pode encontrar sunomono de pepino e tofu frio.

Nigirizushi

Nigirizushi

Salmão

Salmão

Nos quentes tem guiosa, harumaki, ostra à milanesa, salmão e anchova grelhados, shimeji, tempura de legumes, teriyaki de frango (adoro!), yakisoba, pastel de peixe, frango à milanesa. Mas o que faz realmente valer o preço é o tempura de camarão. Você pode comer à vontade, os camarões são grandes e a massa é perfeitamente crocante. Nesse balcão só tem um item dispensável para mim: tempura de sushi. Ainda não entendi porque ele está lá, mas a combinação arruina dois pratos muito bons.

Buffet

Buffet

Opções quentes

Opções quentes

Tempura de camarão

Tempura de camarão

No fim da bancada encontram-se uma panela com arroz (japonês é claro), uma de misoshiru e sobremesas que basicamente são bolinho de chuva, banana ao caramelo (não é a caramelada chinesa), alguma fruta e algum sorvete (geralmente creme ou menta com chocolate).

Pra mim só falta incluir unagui (enguia), mas aí acho que ele ia à falência.

Como não podia deixar de ser, tem caipirinha de saquê que pode ser com a bebida nacional ou importada.

Caipirinhas

Caipirinhas

No jantar só a la carte. Vale a pena experimentar o teishoku e o tempura udon.

Recomendo muito, principalmente se você prefere a cozinha japonesa mais tradicional.

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Agosto 28, 2008

Kinoshita

Ainda durante minhas férias da faculdade, entre as andanças buscando lugares que de alguma forma priorizam ou destacam o serviço de saquê, convenci meus pais a irmos jantar no Kinoshita (R. Jacques Félix, 405 – Vila Nova Conceição). A Vitorinha trabalhou como hostess lá por um mês e já tinha comentado. Além disso, como estou constantemente procurando informações, esse restaurante sempre aparecia ter uma especialista em saquê chamada Chisato Ino. Então, fiz a reserva por orientação da Vitória e fomos. Meu pai reclamou que ligaram para ele à tarde confirmando a reserva e dizendo que seriam apenas 15 minutos de tolerância ou a reserva estaria cancelada. Não sei qual foi o tom e nem sei se é padrão, mas achei um pouco desnecessário.

Kinoshita

Kinoshita

Chegamos lá pontualmente às 20:00. Fomos recebidos pela hostess e com a familiar saudação de Irashaimase vinda do balcão. Ela nos encaminhou à nossa mesa – entre o espelho d’agua com jardim japonês e o balcão/cozinha, dava para ver bem o trabalho da parte quente de lá. Fomos inicialmente atendidos pelo maitrê Araújo. Ele é super desenvolto; um showman. Contou que já morou fora e tudo mais. Minha mãe achou que ele foi meio “over” em alguns momentos, mas no geral bastante simpatico e atencioso. Ele nos explicou que o menu degustação é exclusivo àqueles que reservam balcão, o que não era o caso. Entretanto, ele poderia oferecer o que eles chamam de banquete do imperador; basicamente uma seleção de pratos que vem em uma sequência definida descrita pelo maitrê com grande entusiasmo. Os pratos seriam individuais e compartilhados por todos da mesa, no caso nós três. Eu que tenho dificuldades com cardápios (escolhas … ) preferi essa opção, preferimos, então.

Jardim

Jardim

Para beber, como não podia deixar de ser, meu pai pediu para ver a carta de saquês. Escrita delicadamente a mão e bem enxuta, a carta conta com cerca de 15 rótulo. Não há muitas opções de taça, maioria garrafas. Meu pai optou por uma garrafa pequena de 300 mL, devidamente servido em uma taça de vinho. Acho que foi o Mutsu Hassen – Junmai Daiginjo. Ele não adorou, mas provavelmente por ser um daiginjo que é muito leve e suave mesmo. Disse que faltava corpo (mas isso é outra história).

Minha mãe foi de cerveja. Araújo ofereceu uma super-mega-ultra-cerveja-premium brasileira Lust. Esta cerveja é produzida pela Eiseinbahn pelo método champenoise – sim o mesmo do champagne. Eu achei meio esquisita; é doce! Ela também não adorou não. E depois ficou bem brava ao ver o preço R$40,00 – vale?! Sei que o restaurante é upscale, mas não sei se vale isso tudo não.

Eu indo devagar e sempre, fui de água e vinho – branco, é claro. Pedi o que tivesse em taça e Araújo me serviu um Bordeaux Grand Terroir Sauvignon Blanc. Estava muito muito bom, mas tomei nem metade.

Lustres

Lustres

Então começou o banquete. Primeiro o Otoshi – aquele primeiro pratinho que servem, pode até chamar de couvert, eu acho. No caso era um karasumi – uma iguaria da culinária japonesa. São ovas de tainha que o chef Murakami, em vez de desidratar como feito tradicionalmente,  grelha levemente no azeite. Derrete na boca; maravilhoso.

Karasumi

Karasumi

Neste meio tempo, o chef Murakami surgiu na cozinha e saudou a todos presentes. Logo veio à nossa mesa que estava bem próxima e por onde ele inevitavelmente passaria. Perguntou como estava tudo. Até então, muito bom!
A seguir iniciando o banquete veio o Sunomono de lichia, com molho ponzo (vinagrete de shoyu com suco de laranja e limão), dedo-de-moça e nabo ralado. A orientação é para que se misture todos os ingredientes para apreciar melhor. Estou até salivando só de lembrar. A lichia faz toda a diferença. Prato super equilibrado. Delicioso.
Sunomono de lichia

Sunomono de lichia

Veio então o carpaccio de salmão com crocante de legumes, ovas de voador e molho de aceto balsâmico, shoyu e azeite. Meu pais não adoraram, mas eu gostei muito da combinação. O crocante de legumes é um tempura de fatias bem finas. Achei que o aceto trouxe a acidez certa para a untosidade do salmão e do azeite. Tá, talvez sem azeite. Adorei mesmo assim.
Carpaccio de salmão com crocante de legumes

Carpaccio de salmão com crocante de legumes

A seguir o Maguro Nuta – atum levemente selado com sumissô levemente picante, gema de codorna e cebolinha. Achei as fatias de atum meio grossas demais, mas o molho era adocicado e a pimenta na medida. A combinação ficou muito boa. Uma observação: a gema não é completamente crua, como estávamos do lado do setor quente observamos o aquecimento do ovo.
Maguro Nuta

Maguro Nuta

Então veio o sashimi. Porção pequena mas suficiente. Salmão, Robalo e Atum – e que atum!
Sashimi

Sashimi

E o sushi: maguro (atum), toro de cavalinha e vieiras. Primeiro, para mim, o tamanho do nigiri (bolinho de arroz) estava perfeito. Era bem miúdo e a fatia de peixe o cobria completamente.  Nada daquela coisa de rodízios e buffet (principalmente buffets de churrascaria) com um monte de arroz e uma lasca de peixe. O atum estava perfeito, o toro (parte mais gordurosa do peixe) estava divino, derrentendo (acho que nunca comi algo assim) e as vieiras deliciosas (nunca havia experimentado cruas).
toro de cavalinha, vieiras e atum

Sushi: toro de cavalinha, vieiras e atum

Ah, destaque para o wasabi (raiz forte). Esse eu nunca tinha comido igual. Ele é picante mas tem um adocicado bem marcante. O chef Murakami, que aliás vinha constantemente e ficou conversando com meu pai a todo momento, disse que importou do Japão, mas que só tinha sacos grandes. Da próxima vez vou pedir um pouco para levar para casa. Ah, antes de comermos o sashimi e o sushi, ele ofereceu o shoyu da casa. O sabor é super delicado. Na verdade é uma diluição do shoyu com outras coisas que eu não lembro agora.
Aliás o chef Murakami (achei esse reportagem mais atual) é um show a parte. Super sorridente, bem humorado e conversador. Em uma das conversas, o chef contou que gostaria que as pessoas percebessem as sutilezas dos pratos e que ele gostava de cozinhar para japoneses que eram mais exigentes e via isso com grande responsabilidade. Ele preza a qualidade do ingredientes – 80% são orgânicos. Não sei bem a história, mas o restaurante ficava na Liberdade e novos sócios resolveram levá-lo para a Vila Nova Conceição. Reposicionamento bem claro e definido. O único cliente nipônico naquela noite era o meu pai. Talvez por isso toda a super atenção dispensada (plus $$$).
Visão da nossa mesa

Visão da nossa mesa - muita limpeza e organização

O chef contou que o restaurante ainda estava crescendo e se definindo nessa nova localidade e o novo público. Então, ele perguntou se havíamos provado o missoshiru, pois ele era diferente do que se serve normalmente. A receita dele não leva hondashi (caldo de peixe em pó), nem ajinomoto e é um misto de akamissô com shiromissô (variações do missô). Eu que sou adoradora disse que não e ele nos ofereceu por sua conta. Realmente o sabor é bem delicado. Vale a pena – esqueci da foto.
Então vieram os quentes: Ebi Fry (camarão empanado com molho de tonkatsu com maçã verde) e picanha grelhada com rúcula e molha de mostarda com aliche. O camarão estava delicioso e super crocante além de ser bem grande. Eu só dispensaria o molho, mas porque não gosto muito dele mesmo. A picanha eu dispensava toda. Estava boa, mas não cabia na refeição, trocaria por um peixe grelhado facilmente.
Ebi Fry

Ebi Fry

Picanha com rúcula

Picanha com rúcula

Meus pais também pediram arroz e adoraram. Eles servem o arroz para sushi (koshihikari) produzido na Califórnia. 
Já estava bem satisfeita, mas as sobremesas me deixaram curiosas. Sorvete de machá (aquele chá verde em pó utilizado na cerimônia do chá) é algo que eu e minha mãe adoramos, quando bem feito. Nada de sorvete de creme misturado com o chá – a baunilha arruína no sabor. Bom mesmo é quando a base é de machá. O chef Murakami contou que o sorvete é feito lá mesmo, à mão pois não têm máquina. Talvez por esse motivo o sorvete fique um critais de gelo um pouco grande. A sensação é daquele sorvete que descongelou, mas ao mesmo tempo é bem cremoso e o sabor muito bom.
Servete de machá

Sorvete de machá

Esse ficou mais para a minha mãe, eu provei o bolo de chocolate com lichias. O bolo utiliza no ugar da farinha de trigo, castanha do pará ralada e também o chocolate de Valrhona. Fica super cremoso e úmido. As lichias são recheadas com ganache de chocolate branco. Delicioso.
Bolo de chocolate com lichias

Bolo de chocolate com lichias

Para finalizar pedí um chá – sencha. Nunca tinha tomado um tão bom. Mais uma vez era um produto importado do Japão.
Chá

Chá

Enfim, a noite que começou pelo saquê foi tomada pela comida. Até meu pais que reclamam das coisas gostaram. O serviço é muito bom, mas ainda não está 100%. Eles são muito talentosos. Sabem vender. Contam histórias de origem e mistificam as preparações. Sabem agradar – ainda que às vezes exagerem. Respondem a qualquer pergunta, trazem as embalagem dos produtos para  mostrar procedência. Atenção full-time. E até me deixaram fotografar sem caras e bocas!
O ambiente tem decoração clean com toques de oriente. Os ruídos são mínimos mesmo com a proximidade da mesa. Estávamos praticamente dentro da cozinha e a movimentação não incomodava. Tem uma área reservada, mais escura, bem bonita, mas eu prefiro ficar mais perto da ação mesmo.
Não tenho os preços individualmente mas a conta ficou em R$220,00 por pessoa com serviço. Sim, vão dizer que por esse valor o mínimo que se espera, mas não é bem assim que acontece. Claro que poderíamos ter pedido um prato cada um e pronto, mas toda a experiência vale o preço.
Recomendo, se você estiver disposto. Pretendo voltar, pra ficar no balcão dessa vez.
Pronto, acabou!
Publicado por: anatoshimi | Agosto 27, 2008

Lanchonete da Cidade

Nini se marchó a Montevideo el mes pasado. Ficou tão pouquinho aqui, ainda bem que ela volta antes de ir de vez! Então antes de levá-la à rodoviária (sim, ela foi de ônibus!) fomos jantar. Eu sei que ela gosta de fast food e carne e apesar de estar evitando achei uma boa levá-la à Lanchonete da Cidade (Alameda Tietê, 110 – Jardins).

A Laura e a Xixa foram junto, mas decepcionaram na contribuição ao blog. A Laura só ficou no chopp (ok, ela já tinha jantado) e a Xixa pediu uma salada caprese (R$22) – ô falta de imaginação! Já falei que agora só vou com ela a praças de alimentação.

Chegamos numa hora meio cheia, acho que eram umas nove. Tinha espera, mas sentamos num dos banquinhos na frente e já pedimos bebidas e a batata rústica (R$11). Ela é muito boa porque é super crocante e é aromatizada com alecrim e alho.

Batata Rústica

Batata Rústica

Já na mesa, eu pedi a opção vegetariana – já que não sou do sanduíche, muito menos do hambúrguer – o Quitandinha (R$ 19,50 – hambúrguer vegetariano com mix de cogumelos, legumes grelhados e especiarias, coberto com mussarela de búfala, tomate caqui, rúcula e pesto de manjericão no pão preto). Pedi no prato com pão a parte – que as meninas comeram. Na verdade o hambúrguer não tem um gosto muito definido. Até da para ver os componentes, mas nenhum gosto se destaca. Fica mais com gosto de tudo junto na chapa. Mas eu gosto. Sem contar que o peso na consciência é menor.

Quitandinha - no prato

Quitandinha - no prato

Pra Nini eu pedi o Mooca (R$ 22 – hambúrguer à milanesa, com mussarela de búfala, rúcula, tomate, berinjela e abobrinha grelhadas e maionese de manjericão). Este sanduíche vem no pão da casa, que é um pão francês em formato de pão de hambúrguer.

Mooca

Mooca

A gente ainda dividiu um milkshake de gianduia (sorvete de chocolate, gianduia, calda de chocolate, chantily e alguns segredos). Estava bom, mas eu lembrei que não gosto muito de sorvete de chocolate depois. A parte da gianduia estava boa, mas no geral achei muito doce. Pra quem gosta, vale a pena ( foto equivale a metade dele).

Milk-shake de Gianduia

Milk-shake de Gianduia

A casa tem endereços nos Jardins, em Moema e o novo shopping Cidade Jardim. O cardápio tem sanduíches bem diferentes além de boas opções para o almoço. O ambiente remete àquelas lanchonetes antigas, anos 60 e o atendimento é bem simpático. Enquanto aguardávamos fora, o garçom foi bem atencioso. Dentro as coisas estavam um pouco mais confusas, mas tudo funcionou bem. Eles funcionam até mais tarde, tipo 2h e de sexta e sábado até as 4h. Também fazem entrega em uma região bem extensa até a meia-noite. Confiram no site.

Nossa melhor ida foi no Happy Hour de 2 anos de formatura depois de muita cerveja no DA. Como nos velhos tempos fomos comer de madrugada sem saber direito onde estávamos. Tudo era engraçado. Como estarão Syrto e Fravinho??

Pronto, acabou!

PS: As fotos estão meio amarelas porque eu não consegui compesar direito a luz ambiente.

Publicado por: anatoshimi | Agosto 27, 2008

Maní

Fui ao Maní (Rua Joaquim Antunes, 210 – Jd. Paulistano). Levei Talitinha comigo. Na verdade ela me ligou do nada no domingo, fomos então almoçar.É disso que eu gosto na Talita, ela confia nas minhas decisões – gastronômicas, pelo menos.

 

O restaurante fica meio escondido, mas tem uma árvore na entrada que ajuda na localização. Eu já tinha ido uma vez quando a Rita estava fazendo um estágio lá. A Rita é de Porto Alegre e trabalha com gastronomia lá. Ela é triquerida!

 

Os chefs são Helena Rizzo e Daniel Redondo. Ela brasileira, ele espanhol. O cardápio é enxuto, com tendência leve e saudável. Tem boas opções rápidas e mais econômicas para o almoço. Os produtos utilizados são orgânicos. E além da influência espanhola os pratos também têm toques orientais no uso do wasabi e do shissô.

 

O ambiente é bem aconchegante. Na entrada se pode ver a cozinha através de vidros amarelos. Aliás, encontrei a Ju R. da minha turma atrás desses vidros. A área de espera tem sofás bem confortáveis. Tem uma área externa com mesas grandes e bancos. A decoração é bem rústica. De dia é bem iluminado e de noite mais intimista. Durante nosso almoço tocava Amy Winehouse (Frank – adoro esse cd). Só a cadeira que eu acho um pouco desconfortável.

 

Eu gosto do couvert (de lá R$8,50 almoço e R$10 jantar) porque têm as lascas de polvinho (biscoito de polvinho em forma de folha) e o pão com figos secos também é muito bom e chega à mesa quentinho. O cardápio tem uma boa relação de petiscos e entradas, mas fomos direto para os principais. Dá vontade de comer todos!

 

Couvert: lascas de polvinho e pães quentinhos

Manteiga, queijo de cabra com pimenta rosa, coalhada

Como eu não estava (nem sou) muito protéica, fiquei no nhoque de mandioquinha com pesto de azedinha e pinolis torrados e lascas de parmesão. Delicioso! Talitinha foi de Bacalhau a Braz (desfiado com julienne de cebolas, cubinhos de bacon, ovos e batata palha). Ela adorou também. Os pratos realmente são leves e bem equilibrados.

 

Nhoque de mandioquinha com pesto de azedinha pinoles torrados

Bacalhau a Braz

Para sobremesa, eu já tinha provado o “ovo” (sorvete de gemada, espuma de coco e coquinhos crocantes), então essa foi a escolha da Talita. É muito bom.  A espuma é super leve, os coquinhos super crocantes e o sorvete tem consistência e sabor na medida. Eu provei a infusão de frutas vermelhas com especiarias, sorvete de baunilha e raspadinha de sangria. Não amei, mas adorei a raspadinha de sangria!

 

infusão de frutas vermelhas com especiarias, sorvete de baunilha e raspadinha de sangria

O "ovo"

O "ovo"

 

 

 

 

Ah, tomei água de coco. É difícil servirem água de coco natural em restaurantes aqui em São Paulo. Adoro! Tem também uns sucos naturais e uns chás bem interessantes.

 

O serviço é muito bom. Discreto e eficiente. E ninguém reclamou da minha máquina fotográfica!!!

 

Não anotei os preços dessa vez. Os pratos principais ficam entre R$30 e R$55 reais, sobremesas por volta de R$15. Nosso almoço ficou em R$70 cada, com serviço.

 

Sempre recomendo!

 

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Agosto 18, 2008

Atualizando

Gente, tá difícil aqui … corrido é pouco. Acabei de voltar de San Francisco e adorei. Fui a vários restaurantes e o curso de saquê foi demais! podem mandar suas perguntas!!

Nesse meio tempo fui ao Kinoshita (peixe de primeira!) e ao Maní (já tinha ido e voltarei). Vou escrever deles e do Nakasa assim que der.

San Francisco é um capítulo a parte. Ôh cidadezinha boa! O clima, a arquitetura, a organização e (incrivelmente) as pessoas. Vou escrever também. Não tenho muitas dicas turísticas além do já conhecido mas vou falar dos restaurantes.

Saquê: já registrei o domínio para falar sobre isso, mas nem sei quando começo a escrever. Mas quem quiser informações, é só falar!

Por enquanto voltei às aulas e ao trabalho. Muitas coisas pra resolver, espero que dê tempo!

Só pra vocês saberem! Vortei!!

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 17, 2008

Só pra constar

Ai ai … essa semana tá difícil. Queria escrever sobre os saquês do Nakasa, sobre o filme “Não por acaso” (gostei muito), sobre o restaurante Hideki (amo!) e outras coisas da última semana, mas tá difícil. Tenho que fechar o relatório de custos do trimestre e até dia 25 estou resolvendo isso.

Hoje a Nini chega, vai ficar uns dias aqui com a gente! Vivaaaaaaaaaaaaaa!

Hoje também é niver do Calixto, meu parceiro de dança. Parabéns!

Enfim, volto logo com as últimas.

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 11, 2008

A Loja Mágica de Brinquedos

Aí na quinta a noite eu resolvi assistir um dvd que tá há séculos comigo: A Loja Mágica de Brinquedos(Mr. Magorium’s Wonder Emporium, 2007). A história é assim: Molly Mahoney (Natalie Portman) é a jovem e insegura gerente da loja de brinquedos do Sr. Magorium (Dustin Hoffman). Ela é a única amiga de Eric (Zach Mills), um garoto de 9 anos que tem dificuldades em fazer amigos e passa seus dias na loja. O contador Henry “Mutant” Weston (Jason Bateman) é contratado para organizar as contas da loja, já que Sr. Magorium decide passar a loja para Molly. A partir daí várias coisas acontecem.

O filme não tem muita história e é bem curto. Na verdade nem dá para falar muito aqui porque é bem simples e óbvio. A lição também é bem básica: acreditar em sim mesmo. Mesmo com a falta de conteúdo, eu gostei muito pelos efeitos visuais. É muito lindo!

Além disso, tem algumas coisas que valem a pena. O humor do Sr. Magorium, sua fascinação por cachorros-quentes e seu vocabulário. A coleção de chapéus do Eric. O bobo da corte de faz-de-conta do Mutante. A mágica da loja de brinquedos.

Acho que a simplicidade do enredo deve agradar crianças. Para mim ficou faltando algo, mas valeu.

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 11, 2008

João Donato e a nova geração da MPB

Fomos juntos, eu e Calixto de casa até o Ibirapuera. Eu tinha preparado as comidas. Dois vinhos (branco e rosé), queijos gouda e estepe, patês, torradas e damasco. Comprei umas porcarias tipo amendoim, salgadinhos e biscoitos recheados. Eu tinha já tinha deixado os vinhos gelando  – Clube de Sommeliers do Pão de Açucar, produzidos pela Miolo a R$11 (promoção). Tá, não são os melhores do mundo mas enfim …
PicNic

PicNic

Chegando lá, já estava bem cheio e sentamos mais pro fundo, embaixo de uma árvore. dava pra ver só um pedacinho do palco sentados, mas a gente queria ouvir mesmo. O show marcava a comemoração de 50 anos da Bossa Nova e além de João Donato ao piano, se apresentaram Bebel Gilberto, Adriana Calcanhoto, Fernanda Takai, Roberta Sá, Marcelo Camelo e Marcelo D2.

Visão em pé

Visão em pé

Depois mudamos para o meio da galera que estava quase toda sentada. Impressionante, dava para ver o palco sem levantar. Sim estava longe, faltaram uns telões, mas estava ótimo.

Minha visão sentada, sem zoom, mais tarde ...

Minha visão sentada, sem zoom, mais tarde ...

A temperatura estava agradável, foi escurecendo e esfriando durante o show. Foi diferente! Geralmente em shows assim espera-se muito tumulto, mas não. As pessoas estavam bem tranquilas, educadas. E eram muitos jovens. A atmosfera no geral estava muito boa.

Marcelo Camelo (graças ao super zoom)

Marcelo Camelo (graças ao super zoom)

Marcelo Camelo, João Donata e Roberta Sá

Marcelo Camelo, João Donato e Roberta Sá

Bebel Gilberto, D2, Adriana Calcanhoto e Roberta Sá

Bebel Gilberto, D2, Adriana Calcanhoto e Roberta Sá

O show terminou e aos poucos a galera foi dispersando. Aí bem perto da gente, uns meninos, com zabumba e triângulo começaram a tocar uns forrózinhos. Como se a festa estivesse continuando. Isso nos fez ficar mais um tempo por lá.

Dispersão

Dispersão

Foi super divertido! Pelo menos para mim. As pessoas considerariam um programa meio mais ou menos, mas isso sempre me faz lembrar o Caio que diz “É VOCÊ quem faz a balada!”. E no fim das contas, é isso mesmo.

Depois voltamos um trecho a pé e cruzamos a 23 de maio (sem trânsito). Acho que as meninas se divertiram mais que eu, considerando o teor alcóolico. Depois de três garrafas de vinho elas ainda ficaram na cerveja. Ô, juventude! Ah, e voltamos a pé por causa da lei!!

23 de maio - faltou o trânsito!

23 de maio - faltou o trânsito!

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 11, 2008

Almoço de Quarta

Feriado na quarta é esquisito, né? Não é sábado, nem domingo, e no dia seguinte é quinta! Vou confessar que meu relógio biológico ficou meio confuso!

Enfim, na terça a noite eu tinha ido com meus pais ao Nakasa sushi para começar a conhecer os lugares que trabalham com carta de saquê em São Paulo – mas sobre isso vou escrever com calma mais para frente. Depois do jantar, fui ao Athenas Café por ocasião do aniversário do Felipe. Dessa vez achei o serviço meio confuso, estava bem cheio. As meninas pediram para apontar que a área de fumantes ao fundo é fechada, o que é ruim.

Na quarta então o plano era ir ao show de João Donato e a nova geração da MPB no Ibirapuera, mas antes disso resolvemos almoçar juntos na casa da Fernanda. O que fazer? vamos ao trivial e fácil: salada, massa e filé. Não tem muito erro. Discutimos a lista de compras por telefone e fui para lá.

alfalce, tomate, cenoura e pepino

Salada: alface, tomate, cenoura e pepino

O que tem de massa aí? Penne! Molho branco ou vermelho? Branco! Então podemos colocar champignon e presunto. Nem consigo colocar a receita aqui porque foi feito daquele jeito, coloca isso, aquilo etc e pronto, acabou! Ai se o chef Robert me escuta falando em molho branco. Não é branco; é Béchamel!

Depois que aprendi a fazer roux na facul (rimou!) não uso tanto amido de milho para espessar molhos. Uma das primeiras lições da faculdade: molhos. Roux é basicamente a mistura de gordura com amido, no caso usamos a combinação mais clássica: manteiga e farinha de trigo. Ele determina a cor, o sabor e a consistência da preparação. Em fogo baixo derrete-se a manteiga (na facul usamos clarificada que aguenta temperaturas mais altas, mas isso é outro capítulo), acrescenta-se a farinha (em partes iguais) e cozinha-se. Na verdade tem que tomar cuidado para não queimar. Existe roux branco, amarelo, escuro ou negro – de acordo com o tempo de cocção. O mais comum é usar o branco e ele deve ser cozido por 6 minutos. Como os fogões de casa tem chama alta demais, acho que uns três ou quatro minutos são o suficiente.

Para fazer o béchamel acrescenta-se o roux ao leite morno com uma cebola piqué (cebola pequena descascada, folha de louro e dois ou três cravos) e cozinha-se por meia hora – eu deixo menos, até ficar no ponto que eu quero. Aqui tem um segredo gastronômico: ou se acrescenta roux quente ao líquido frio/morno ou o roux frio ao líquido quente. Nunca os dois quentes ou os dois frios. Essa é mais uma daquelas regras que a gente aprende, mas eu honestamente nunca testei pra ver se da errado mesmo. Mas por garantia eu sigo. Ah e a proporção roux-líquido é 100g de roux (50g gordura e 50g de amido) para 1litro de líquido.(mmm… fiquei na dúvida agora!)

Estando pronto, acrescenta-se sal, pimenta e noz moscada (só um tiquinho). Voilá! Nesse dia aí eu deixei mais grosso e coloquei creme de leite (de latinha - olha o chef se contorcendo de novo!) os cogumelos em conserva e o presunto e foi sem noz moscada mesmo. Ficou assim:

Molho "branco" champignon e presunto

Molho "branco" champignon e presunto

A vantagem do roux sobre o slurry (mistura de amido de milho e água) é que além de mais saboroso, o roux não deixa o sabor residual que o amido deixa. É um trabalhinho a mais que faz toda a diferença.

E a proteína? Bife de contra-filé. Sal e pimenta. Frigideira (sautese). Podia ter mais frescurites, mas foi assim mesmo.

O mais legal foi que a gente foi fazendo as coisas juntas, picando, lavando etc. Tá certo que a cozinha da Fernanda não é muito grande e bem equipada (mas tem boas facas!) mas a gente se vira assim mesmo! E depois sentamos todos juntos para comer! Acho que é isso que eu gosto na cozinha …

Depois disso, nos reencontramos no parque para o show! Foi demais!

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 7, 2008

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo

Depois de passar frio no shopping (é meio aberto lá) e ficar tonta nas rampas do estacionamento, as irmãs Caliman queriam um doce. É aquela coisa né, mulheres, doces … Talita queria comer o melhor bolo de chocolate do mundo. Ela leu ou ouviu em algum lugar que ficava na Oscar Freire. E lá fomos nós procurar o tal bolo.

É esse mesmo no nome do lugar O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo (Rua Oscar Freire, 125 – Jardins – entre a Peixoto Gomide e a Casa Branca – tel: (11) 3061-2172). É uma doceria bem pequena, para umas 20 pessoas sentadas. Vende duas versões do bolo: o tradicional mais doce com 58% de cacau e o meio-amargo com 75% (ambas a R$7,50 – fatia). Eles usam a marca francesa Valrhona.

A história é a seguinte: Em 1987, Carlos Braz Lopes abriu um restaurante em Lisboa tendo este bolo como uma das sobremesas. Devido ao grande sucesso da sobremesa, em 2002 ele abriu uma loja só para comercializar a sobremesa. Em 2007, abriu a filial em São Paulo.

Bem, para mim não é bem um bolo, é mais uma torta. Acho que chama de bolo porque veio de Portugal. Uma das definições, segundo o Houaiss é a seguinte “Rubrica: culinária. Regionalismo: Portugal. qualquer um de diversos alimentos salgados feito com ou sem massa de farinha, acrescido de outros ingredientes e temperos, ger. de formato arredondado, e que se assam em forno ou fritam“. Bastante genérico, não? Se eu não me engano, em Portugal usam a palavra pastel para o que a gente chamaria de torta. Enfim, questões de regionalismo da língua. Alguém se habilita a explicar?

Na aula de confeitaria fizemos o Gâteau Concorde, que é uma versão mais megalomaníaca do bolo em questão – em francês, gateau também é bem genérico e abrange bases com ou sem farinha, rocambole, massas folhadas, pâte au choux etc. Esse gâteau foi criado por Gaston Lenôtre, um renomado confeiteiro francês. Nessa receita, intercalamos discos de merengue de chocolate com mousse de chocolate, depois cobre-se tudo com mousse e com pedacinhos do mesmo merengue. É beeeeem doce. Essa foi a melhor foto que achei – faltei no dia da montagem.

http://www.flickr.com/photos/c-j-b/449621070/)

Gâteau Concorde (fonte: http://www.flickr.com/photos/c-j-b/449621070/)

O melhor bolo de chocolate do mundo não leva nem farinha, nem fermento. Basicamente é uma massa de merengue (suspiro) de chocolate recheada com mousse de chocolate e coberta com ganache de chocolate. As meninas pediram a versão tradicional, mais doce. Eu provavelmente optaria pela de meio-amargo. É bem gostoso. Segundo relatos o finzinho, ou seja, a borda, é melhor porque é a parte mais crocante.

O melhor bolo de chocolate do mundo

O melhor bolo de chocolate do mundo

O negócio é bem focado porque além do bolo, só se pode pedir um sanduíche (R$12,00). Para beber água e expresso (R$3,00), refrigerante (R$3,50), capuccino (R$7,00), cálice de vinho do porto (R$7,00). Como estava frio, fui de chá (infusão-R$6,00), pois não sou de café. Eles têm um blend (composto por hortelã marroquina, frutas cítricas e capim limão) criado exclusivamente para a casa pela Loja do Chá. Muito bom!

A loja ainda tem como mimos de inverno além do aquecedor, umas mantas que ficam à disposição dos clientes. O staff é atencioso e rápido. A rapidez talvez deva-se a quantidade de funcionários disponíveis. Eram 6 para servir cerca de 20 pessoas. Tem valet a R$8,00, mas aquele trecho da Oscar Freire é tranquilo, dependedo do horário dá para parar na rua. A loja ainda aceita encomendas da torta inteira.  Vale a visita, voltarei num dia mais perto da tpm (hihi).

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 5, 2008

Gardênia Restô

Elas chegaram, meio tarde é verdade, dez para as três. Sorte que de sábado os restaurantes geralmente ficam abertos direto. Destino: Gardênia Restô (antigo Café Gardênia – Praça do Omaguás, 110 – Pinheiros). Meus pais já tinham falado bem, mas depois do jantar com degustação de cachaça, fiquei mais curiosa para conhecer o trabalho de Marina Moraes. Fica na mesma praça da Fnac de Pinheiros, um pouquinho antes. O acesso é fácil, só localizar o toldo verde. Tem manobrista a R$8,00, nós paramos no estacionamento da Fnac que estava mais rápido (2 horas R$4,00 e 3 horas R$6,00) mas ele fecha às dez da noite.

Ambiente é muito agradável, amplo, informal e aconchegante. Em algumas mesas pode se sentar em sofás ou poltronas. A decoração das mesas é simples com flores frescas dentro de pequenas garrafas e e jogo americano de papel branco liso, assim como o guardanapo. Algumas meninas disseram que podia ser mais elaborado, mas eu pessoalmente gosto da simplicidade, o que tem que chamar atenção é o prato; além disso, as mesas de madeira são muitro bonitas, não precisa de mais nada cobrindo. Para Talita o clima e ambiente tem tudo a ver com almoços de sábados e domingos. Tem uma varanda com vista para a praça.  Nas paredes, lindas fotos. O bar é grande com destaque para a iluminação ( Talita disse para eu usar essa idéia no meu!).

Flores da mesa, bar ao fundo

Quadros, lustre e espelho

Quadros, lustre e espelho

Fomos recebidas pela hostess Roseli, muito atenciosa. Sentamos no bar, pedimos refris, e para enganar, pedimos um dos acompanhamentos do cardápio: Batatas Gardênia (R$8,00 – batatas crocantes com alecrim). Quase não consigo tirar a foto por causa da fome das meninas. As batatas já não estavam tão crocantes, mas estavam boas. Mmmmm, lembrei agora da batata frita com alecrim e alho da Lanchonete da Cidade.

Batatas Gardênia

A previsão de 30 minutos dada por Roseli estava correta e em meia hora sentamos. Ela, muito eficiente, já tinha tirado nossos pedidos enquanto aguardávamos, então ao sentar só pedimos o couvert ( R$6,00 – ciabatta, grissini, foccacia, torradas, manteiga, confit de alho e queijo de cabra com pimenta rosa).

Couvert

Couvert

O staff, no geral, é jovem, atencioso, eficiente e discreto. Acho que em algum momento minha câmera começou a incomodar. A pessoas estranham um ser que fica fotografando tudo. Mas incômodo maior foi o caderninho. I can’t help it! Tinha que anotar. Old-school: papel e caneta! Como será que o Kats lida com isso?

O menu é bem variado, com diversas influências e dá vontade de provar de tudo; podiam montar um menu degustação! A especialidade é cordeiro e são vários pratos (confiram o cardápio no site).

Eu e Vitorinha dividimos a paleta de cordeiro (R$51,00) , um destaque da casa. Diz o cardápio que serve duas pessoas, mas acho que dá para três se pedir dois acompanhamentos. Bom, três mulheres, vai – conhecendo meus amigos… A paleta vem inteira e é desossada na mesa. Nesse prato os acompanhamentos são a parte e são várias opções. Pedimos a batata gratinada com gruyére (R$10,00) – receita bem clássica. Mas depois nos arrependemos, porque eu prefiria ter pedido a polenta e ela, a farofa. De qualquer forma, a porção é muito bem servida, o tempero na medida e a carne estava derretendo. Ah, acompanha um molho muito saboroso. Gostei muito e nem sou do time das carnes (em geral).

Paleta de Cordeiro

Paleta de Cordeiro

Batata gratinada com Gruyére

Batata gratinada com Gruyére

O prato

O prato

Talita pediu o camarão a provençal com risoto de coco e chutney de manga (R$36,00). Ela gostou muito, que bom porque eu que falei que combinava e não tinha erro. Já Aretha, irmã da Talita, depois de muita dúvida, pediu o hamburguer de alcatra com batata chips e salada verde (R$17,80) – bem frugal. Eu ainda acho que ela deveria ter escolhido o penne vegetariano – mas eu que não gosto muito de hamburguer.

Camarão a provençal, risoto de coco e chutney de manga

Camarão a provençal, risoto de coco e chutney de manga

Hamburguer de alcatra, batatas chips e salada verde

Hamburguer de alcatra, batatas chips e salada verde

Então, estavam todas mais do que satisfeitas, mas pelo bem do blog pedimos uma sobremesa. O hit da casa é o cheesecake de Nutella com sorvete (R$14,00), mas pedimos o pudim de pão da Vó Carmen com sorvete de canela (R$8,00). Gosto de coisas simples e tradicionais. Estava muito bom! Eu pediria também o trio de creme brulée, seguindo a linha do simples e tradicional (é Talita, é mingau sim, mas tem nome francês e crosta de açúcar em cima … très chic!)

Pudim de pão da Vó Carmen

Pudim de pão da Vó Carmen

Ficou em R$47,50 para cada. Isso porque ficamos nos refris (R$2,90) e pediram um café (R$2,90). Acho que pedindo entrada e vinho, fica entre R$60,00 e R$80,00.

Ótimo programa!

Depois a Talita, que estava dirigindo, nos convocou a um passeio no Shopping Cidade Jardim. Nem vou escrever nada aqui, essa eu passo. Talitinha, se quiser, fica a vontade e posta um cometário aí.

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 5, 2008

Veloso

E minha primeira semana de férias da faculdade segue. Desde terça tenho as noite livres e não sei bem o que fazer com elas. Terça e quarta eu basicamente dormi cedo (aula de pilates inclusa). Aí quinta, um Happy Hour super merecido que há meses não vejo a cor. As meninas foram convocadas, mas sabe como é, administradoras bem sucedidas com grandes carreiras em bancos e multinacionais não têm muito tempo. Conseguimos, eu e Vitória Maria, tirar Talitinha (a.ka. Talifônica) do escritório. Que os chefes dela não vejam isso, mas no meio da crise da pane/apagão da rede (que aliás afetou aqui também), nós a levamos para o baRRRR. Não foi tão cedo assim, já passava das sete.

Escolhemos o bar Veloso (Rua Conceição Veloso, 56 – Vila Mariana), aquele que fica perto da caixa d’agua. Fica em uma travessa da Vergueiro sentido Paulista e dá pra virar a direita direto nela. Se tiver vindo no outro sentido, depois da Joaquim Távora, fique à esquerda e pegue o retorno lá e pegue a Vergueiro, mas a marginal que é mais tranquila, aí tá em casa!

O bar é bem pequeno mas super aconchegante, bem boteco. É conhecido pela coxinha, dizem ser a melhor de São Paulo, mas tem também uma certa competição com a do Frangó. Não sei bem, precisaria colocá-las lado a lado para avaliar melhor. As duas são muito boas. No Veloso, a porção com seis (R$12,60) tem no recheio catupiry e é bem cremoso, assim como a massa. Ah, isso me dá uma saudades da Haydée. A coxinha dela salvou meu estômago em várias madrugadas depois da aula. Saudades do bar da Haydée, do pessoal, das conversas, das fotos na parede, até da “trepada” (não acredito que escrevi isso! quem conhece, sabe) que eu não era muito fã não, só nas emergências emergenciais; e a pizza de quadradinho do chokito’s (era assim que escrevia??). Saudaaades Haydée! Espero que esteja tudo bem!

Coxinhas

Voltando, o bar também é conhecido pelo seu barman e as respectivas caipirinhas. Souza está lá desde 2005 e recebeu três prêmios consecutivos da Veja São Paulo de Barman do Ano. As caipirinhas têm sabores diferentes como jabuticaba, frutas vermelhas, frutas amarelas, limão com gengibre, carambola com manjericão e podem ser feitas com cachaça, vodka, rum ou saquê. Dessa vez ninguém tomou caipirinha (R$esqueci!), ficamos mesmo no chope (R$3,70) e no guaraná zero.

Sete da noite, Vitorinha já havia chegado e conseguido uma mesa. Lá tem que chegar cedo porque é pequeno e fica cheio, mas sempre dá pra esperar no bar. O atendimento é muito bom. São todos eficientes e simpáticos. Ela já tinha pedido um Léo (R$8,50 – pão francês, rosbife, queijo prato, cebola, molho inglês e mostarda Dijon), sanduíche de boteco, que vem em quadradinhos e com palitos. Pedimos também além das coxinhas, uma porção de bolinhos de camarão com catupiry (R$15,00 – porção com seis), muito bons também; e um empadinha de palmito (R$3,20), essa não tão boa.

Bolinhos de Camarão

Empadinhade palmito

De sobremesa pedimos um porção de mini-churros com doce de leite (R$6,00). Deliciosos! Achei o doce de leite meio doce demais, mas a massa dos churros estava demais!

Mini-churros com doce de leite

Noite super agradável (tirando o trânsito pra chegar lá!), muita conversas e discussões de planos A, B, C, D e E! Ficou em R$29,50 para cada. Adorei! Vamos repetir chiquititas!

Recomendado!

Agora estou aqui as esperando terminar as compritchas para irmos ao Gardênia, tô com fome e elas estão demorando!

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Julho 5, 2008

Kung Fu Panda

Depois de uma semana inteirinha de trabalho, sem aulas à noite, nada como um cineminha para distrair. Bom, Vitorinha sempre exigente nesses casos queria ver “A Outra”, mas este filme não está mais em muitas salas e os horários estavam inviáveis.

No Santa Cruz, lotado (essas crianças não viajam não??), decidimos por Kung Fu Panda (Kung Fu Panda, 2008). Eu já tinha lido umas críticas que falavam bem, e uma animação era o que precisávamos. Ah, versão legendada, é claro.

Primeiro, o desenho é assim: Po (Jack Black) é um panda, ele sonha em lutar kung fu, mas seu pai Mr. Ping (James Hong), um ganso (?! ou algo assim), quer que ele assuma o negócio da família, uma barraca de lamen ( noodles, não sei bem como traduzir isso, mas não é macarrão simplesmente). Os ídolos dele são Os Cinco Furiosos: Tigresa (Angelina Jolie), Garça (David Cross), Víbora (Lucy Liu), Macaco (Jackie Chan) e Louva-deus (Seth Rogen). Basicamente ele é o escolhido para trazer paz de volta ao Vale da Paz após Tai Lung (Ian McShane), um tigre do mal, escapar da prisão. Quem terá a missão de treiná-lo será o mestre Shifu (Dustin Hoffman).  Claro que tem uma série de outros detalhes, mas não cabe aqui.

Eu adorei, superou a expectativa. Primeiro que o filme tem várias referências de filmes de artes marciais como “O Tigre e o Dragão”, ”Herói” e “Karatê Kid”; além dos filmes do Jackie Chan, mas isso não vale porque parece que ele supervisionou a equipe de animadores. Tem seqüências de lutas muito criativas e divertidas, não fica aquela coisa de bate de um lado, apanha do outro até cansar. Tem um humor que agrada a todos, aquelas caretas e pancadas que crianças acham graça (inclusive a criança aqui) e umas sacadas mais adultas, como na cena da acupuntura. Mesmo as piadas meio antigas e repetitivas são bem graciosas. Ah, destaque para as caras do panda, em todos os momentos!

A trama é bem previsível, mas do jeito que é contada, com uns detalhes surpreendentes e com sequências de piadas, caras, bocas e acidentes (”there are no accidents”) torna tudo muito divertido e gracioso. Além disso tem a mensagem básica de não julgar as pessoas pela aparência e ditados muito clássicos. Todos riram muito, até de uma risada estridente num momento bem silencioso do filme (extra).

Super recomendo, vale para sentar, rir e esquecer dos problemas. Ah, dois trailers (já falei que adoro? bem não todos, tem que ser bem feito, contando sem contar)  de filmes que prometem: Madagascar 2 e A Ilha da Imaginação (Nim’s Island).

Pronto, acabou!

Publicado por: anatoshimi | Junho 25, 2008

Degustação de Cachaça

Aí depois de trabalhar o dia todo no evento na faculdade a gente descansou uma horinha e foi assistir a palestra sobre cachaça na faculdade mesmo. O palestrante foi o Vicente Ribeiro, mestre cachaceiro da Fulô, na Fazenda Soledade no Rio de Janeiro. Na palestra também degustamos ( eu mais ou menos) as cachaças Premium Nega Fulô, Fulô Jequitibá e Fulô Pau-Brasil. Vejam o que escreveu Josimar Melo em seu blog sobre essa linha.

No fim da palestra sortearam dois alunos com acompanhante para participarem de um jantar com harmonização dessas cachaças na noite seguinte. Eu que nunca ganho nada fui a sortuda! Logo eu que não bebo. Claro que por interesses acadêmicos, eu fui! Fomos na verdade, eu e Jú Bombom.

Na noite de quarta (18/06) fomos então para o campus da Vila Olímpia. O jantar foi preparado por dois ex-alunos na faculdade que este ano foram indicados a chef revelação pela Prazeres da Mesa: Marina Moraes ( Gardênia Restô e Casa Europa) e Rodrigo Oliveira ( Mocotó ) , que venceu o prêmio. Entrada e primeiro prato foram preparados por Rodrigo e o segundo prato e a sobremesa por Marina.

As cachaças Fulô Pau-Brasil, Fulô Jequitibá e Nega Fulô


Couvert: Mini pães de azeitona, torresco e ricota e manteiga com pimenta


Entrada: Salada de feijão verde com queijo de cabra e castanha de caju


Primeiro prato: Galinha guisada com xerêm cremoso


Segundo prato: Cupim assado e caneloni de batata e pupunha


Sobremesa: Rabanada com sorvete de café e calda de chocolate com especiarias

Bom, eu que sou super fraca não dei conta de toda a cachaça como se pode notar na foto da sobremesa que as taças ainda estão praticamente no nível inicial. Mas foi bem interessante ir tentando harmonizar cada cachaça ao prato servido. Eu ainda preciso de muito treinamento tanto de olfato como gustativo.

 

A Fulô Pau-Brasil tem um amargor e um sabor residual mais marcantes, as outras duas são mais suaves. Agora eu não estou lembrando qual eu achei mais cheirosa, acho que a Nega Fulô mesmo que tem um aroma bem adocicado. Ainda tenho muito pra aprender!

 

Quanto aos pratos, o que eu mais gostei foi o xerêm. Oh trem bão! Eu sou meio suspeita já que sou pró polenta e angus em geral, mas estava delicioso! O caneloni de batatas e pupunha também estava muito bom mesmo, super delicado e ficou bem harmônico com o cupim. Gostei muito da sobremesa também, sem bem que não me pareceu nada com rabanada, mas isso era o que estava escrito no cardápio. Parecia mais um bolo bem macio e molhado. A salada eu não gostei muito não, mas acho que por causa do coentro que eu não sou muito fã.

 

Meus pais já tinham falado do Gardênia que é bem perto de casa, eles adoraram. Agora vou me programar pra ir nos restaurantes e quem sabe depois escrevo aqui!

Agradeço à oportunidade à Susana Jhun do Curso de Tecnologia em Bebidas e à Rosa Moraes, diretora da Escola de Turismo e Hospitalidade. Adoramos, né Jú?!

Pronto, acabou!

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